terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mais um dia no paraíso


Era o dia.
  O sub estava inquieto, assustado. Ele nada sabia, mas minha expressão deve tê-lo alertado.
  Tentei cumprir a rotina diária, acordar, banhar, caminhar, banhar novamente. Sempre mantendo a guia puxada e a coleira apertada. Nada anormal para uma DONA exigente.  Senti que estava faltando um detalhe, mas não me lembrava qual... o que eu havia esquecido? Troquei-me, fui dar aula, voltei. Fui navegar na net um pouquinho. Matar saudades e quem sabe, conhecer novos bichinhos. Às vezes aparece alguma coisa interessante. E o sub aos meus pés. Cheirando e limpando o cansaço do dia. Com aquela expressão amorosa, aquele olhar, ansiando pelo toque da DONA, o reconhecimento de sua existência. Distraidamente eu o afago atrás da orelha e com o olhar, indico-lhe meus pés. Por um momento ele olha confuso, mas nada que um puxão firme na mesma orelha afagada não o lembre da falta. Correndo, vai atrás de meus chinelos e os traz com a boca, porque não tolero que use as mãos neles, ao menos não sem que eu tenha o visto limpando-se bem antes.
  E novamente a sensação de que eu estava esquecendo algo.
  Decido brincar com meu bichinho novamente. Na net nada de novo e muito menos interessante. Levemente irritada pelos constantes “DONS”, “DONOS”, “LORDS”, “SENHORES”, que insistem em apresentar-se como sub aos meus desejos, como se na floresta virtual já não houvesse bichinhos suficientes e muito mais capacitados para me distrair. Com esses seres eu nada quero, além de uma amizade divertida e distante.
  Levanto-me da cadeira e sigo para o quarto de “brinquedos”, com meu bichinho ansioso atrás. Ele deita-se suavemente na cama alta, uma MESA e eu me delicio com aquela visão. Sei que vou me cansar um dia, mas por enquanto, ele ainda é meu prazer, meu parque de diversões. Lavo cuidadosamente minhas mãos, ouvindo o gemido que ele solta ao ver a ação. Sim, ele sabe. Mas não sabe tudo.
  Ato suas mãos abertas, seus pés bem afastados. A silver ainda é minha preferida, e a uso sobre os pelos que ainda não arranquei. Ato também seus joelhos, bem afastados. Não gosto quando ele os junta, ainda que involuntariamente.
  Percorro toda a extensão daquela pele quente com minhas unhas e decido ser doce.
 -Quer a venda hoje, meu lixo?
 -Não minha DONA, mas, por favor, pode falar comigo todo o tempo? Está muito calada e preciso de sua voz. Por favor, eu imploro.
 -Está bem, inútil, você tem razão. Não é justo privá-lo do som da minha voz.
 -Obrigado Senhora Doce.
  Vou atrás do óleo, aqueço minhas mãos e o uso, sempre falando palavras que eu sei que tocam fundo em meu bichinho. Passo o óleo em seus pés. Dedo por dedo. Ele tem lindos pés. Subo pelas canelas. Fortes e peludas. Detenho-me um pouco nas coxas. Grossas, fortes, com pelos macios, que eu olho e massageio com prazer. Sempre falando. Enfio a mão entre suas coxas e besunto-lhe a bunda, apertando forte cada nádega, esmagadas pela MESA, a ponto de arrancar gemidos, volto os dedos, devagar, pelo vão entre elas, não resistindo a testar a resistência daquele buraquinho tão apertado, tão MEU, quente, com uma dedada profunda e nada gentil.
 -Aaaaai, Senhora! Socorro, minha DOCE!
 - Estou apenas untando você, verme. Agradeça.
 - Hmmmmm, (sofrendo), obrigado minha Linda. (quase chorando porque enfiei um segundo dedo naquele lugarzinho que tanto me atrai).
 - Agora lambe direitinho, imundo, porque preciso continuar a massagem! (falo em tom irônico, arrancando meus dedos de seu ânus e enfiando-os em sua boca, onde aproveito para beliscar forte sob sua língua, causando dor e maior salivação).
 - Aaaaaaaah!
 - Calma, traste. Relaxe. Estou apenas começando.
  E o sinto tremer violentamente quando falo isso.
  Volto a untar minhas mãos com óleo, observando o pênis ereto, duro, grosso, comprido, apontando firme para o umbigo de meu lixo. Passo óleo no períneo, arranhando de leve, usando a pressão certa para ouvir um gemido suave, sempre falando com ele, seduzindo-o com minha voz. Envolvo o saco nas mãos, olho para ele, subitamente arregalados, um gemido fino escapando de seus lábios, e começo a estudar aquela textura flácida e rugosa, comprida, que eu puxo, mostrando as dimensões dos testículos, texto a firmeza deles, apertando cada um, como se testasse tomates maduros na feira. De repente aquele frisson conhecido, aquele arrepio de vontade, e o apertão firme. Tão temido, quanto ansiado, o gemido rouco, fundo, o suspiro dolorido. Um espasmo úmido entre minhas coxas. O começo de um delicioso pulsar.
  Passo mais óleo em minhas mãos, dando ao verme a chance de respirar e sentir. Fricciono bem, aquecendo-as e vou ao pênis. Macio, agora flácido, mas recomeçando a dar sinal de vida entre meus dedos. Pego mais firme e ele se ergue, orgulhoso, e esse orgulho me irrita. Viro-me em direção à bancada, sempre falando, doutrinando-o agora a respeito do orgulho. Pego “O PINCEL”. Já desinfetado. Passo óleo no cabo e volto-me em direção à MESA, onde vejo meu brinquedo aumentar, como se fosse possível, seus olhos em minha direção, e menear a cabeça, sinalizando repetidos “nãos”. Tranquilamente vou em direção a ele, explicando que é necessário e que ele sabe amar aquele tormento. Pego em seu pênis, puxo a pele para baixo, e vou encaixando o cabo do pincel em sua uretra. Enfiando com cuidado, até que sobre apenas a virola para fora. Ainda não sei se é a visão, a audição, ou a sensação de absoluto domínio, mas sinto espasmos de prazer subindo de meu ventre e me descubro absolutamente molhada.
  Pego a escada, e subo colocando-me ao alcance da boca sedenta de meu bichinho, que com gemidos deliciosos de prazer e dor, começa a lamber-me. E seu pênis, ainda empalado, treme, dando pequenos saltos em seu eixo, orgulhoso da excitação que provoca.
  Deixo que ele brinque mais um pouco e saio. Retomo meu óleo, esfregando as mãos e massageio o ventre, o peito amplo, o pescoço largo. Outra pausa. O que estou esquecendo? Retiro o pincel que já cumpriu sua missão, o limpo e guardo. A essa altura saem lágrimas de meu sub e não só por seus olhos. Ordeno que se contenha, a final a festa ainda não tinha começado. Volto à bancada, pego meus lindos patinhos e aprisiono os mamilos delicados. Um para cada um. Gemidos altos, quase urros, prolongados, doloridos. E outra sessãozinha de facesitting.
  A campainha toca. Levanto-me, envolvo-me em uma robe e vou atender. Dou de cara com um homem lindo e virtualmente desconhecido. Cheio de sorrisos, apresenta-se como Zeus*, que veio no lugar de John*, o contratado, que havia tentado entrar em contato, mas que não tinha conseguido falar comigo para avisar sobre a troca.
 -PQP! Esqueci o celular desligado.
  Ao menos lembrei o que me incomodou o dia todo. Agora era encarar a situação e o novo “personagem”.
 -Zeus*, o John* já sabe como me servir. Ele te passou as coordenadas?
 -Não Senhora Apenas disse que eu devo fazê-la feliz e obedecer em tudo. O que não é difícil, se me permite...
 -Não! Não permito bajulações, obrigada! Venha comigo. Dispa-se nesse lavabo e apresente-se PRONTO na primeira porta à esquerda.
  Volto ao sub, que a essa altura está agonizando com os patinhos. Retiro-os, desato-o, (coisas que provocam mais gemidos de dor) e permito alguns instantes de choramingo.
 -Agora, meu verme, vamos para a canga.
 -O que vai fazer comigo, SRA?
 -Venha, não faça perguntas que sabe que não responderei.
  Coloco-o de joelhos no colchonete, inclino seu pescoço, posiciono seus pulsos, e prendo-o rente ao chão, com a bunda bem arrebitada. Posição incômoda, mas linda de se ver. Além do benefício dele estar de costas para a porta.
 -Sra., aqui estou.
 -Entre, Zeus*. Não farei as apresentações, não é necessário, mas é essa bundinha aqui que irá servi-lo. Antes, venha até aqui e beije meus pés. E posiciono-me de modo a deixar que meu bichinho veja OUTRO beijando os pés que ele tanto venera. E consigo o que queria. Um longo, triste, raivoso e alto gemido do sub, que a essa altura, não ousa reclamar, mas que chora, silenciosamente, quando vê Zeus* lambendo meus dedos. Deixo que isso aconteça por mais alguns instantes e saio do lugar.
  Pego novamente o óleo e besunto as costas e o rego de meu sub e peço que Zeus* o coma. E foi apenas neste momento que notei o tamanho do “equipamento” do michê. Senti um instante de pena, meu sub nunca havia chegado aquele grau antes. Mas foi apenas um instante. Limpei minhas mãos e as nádegas de meu sub, puxei, abrindo-o bem, e pedi que Zeus* fosse cuidadoso. Não queríamos sangue.
  Em outro dia conto das lindas lágrimas que meu sub chorou... por todos os lugares!

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