quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Isso tem que sumir!


 Imagine-se um ser razoável, perfeito, ou em busca da perfeição. Inteligente, forte, sensato, apaixonante, elegante, tranqüilo. Imagine-se acima das paixões comuns. Pense que é um ser centrado, auto-suficiente, razoável, equilibrado. Acredite que pode manter a frieza e a razão acima de sensações comuns. Que pode ser condescendente, consciente, pacífico, quando nada mais à sua volta o é. Imagine-se em paz. Poder sentir o prazer, participar dele, afogar-se nas mais deliciosas sensações, e emergir disso sem que nada o atinja. Imagine-se um ser purificado pelo fogo. Liso, brilhante, sem máculas.
  Agora jogue TUDO ISSO para o alto.
  Sim, somos seres movidos por paixões, apaixonantes E apaixonáveis. E o mais inacreditável de tudo, gostamos de ser assim. Ficamos vazios, inertes, somos movidos pelo amor e pela dor. Se não for assim, nos tornamos secos, intoleráveis e intolerantes. Marginais da vida pulsante que nos cerca.
  Todas as razões são boas, para o que quer que decidamos fazer e/ou escolher para vivermos. Há apenas um porém.
  Sentir os sentimentos errados, por seres imperfeitos nos faz descer a níveis que não podem ser admitidos, e no atual conjunto de cenários, não serão.
  Isso tem que sumir. Isso vai sumir. Assim decidi.

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