Um dia de sorte
Após quatorze dias de severa punição, regrada a centenas de chicotadas e chutes no saco, Cristiano pode refletir de forma mais clara sobre as suas falhas com sua dona, e conseguiu perceber que o seu castigo na verdade não era ir trabalhar todos os dias com as costas ardendo ou com o saco extremamente dolorido, seu castigo real era não ter sido capaz de satisfazer sua Deusa, que ainda se viu obrigada a gastar o seu tempo tentando ensinar algo que deveria ser implícito para qualquer escravo.
Na manhã seguinte ao término do período de punição estipulado minuciosamente por Raquel, Cristiano como sempre acordou uma hora e meia mais cedo que sua dona, arrumou a casa, preparou a roupa e o café de sua rainha, em seguida resolveu aproveitar o momento para questionar de forma muito medrosa enquanto observava a Raquel comendo tranquilamente:
Cristiano:
- Minha senhora, agora que já pude compreender bem melhor o meu dever como um servo leal, eu posso ter a honra de me alimentar a beira de seus pés como antes?
Raquel:
- Sim! lugar de escravo meu é aos meus pés, porém não ouse esquecer, que você só começa a comer após eu já ter terminado a minha refeição,
Cristiano:
- Muito obrigado minha rainha, a senhora não imagina o quanto eu sonhei com este momento nos últimos dias, não poder ficar perto da senhora foi algo muito duro para mim.
Raquel:
- Há quatorze dias atrás não era isso que parecia, não senti tanto a sua necessidade de ficar perto de mim, mas como seu castigo acabou e eu estou de bom humor hoje, você já pode calar a boca e vir aqui!
Cristiano:
- Sim, senhora!
Aquele dia já tinha começado de forma infinitamente abençoada para o pobre Cristiano, pois logo cedo já recebeu o privilégio de poder voltar a se aproximar de Raquel e também depois de um longo tempo, pode voltar a se alimentar de algo diferente do que apenas pão e água, porém isso não era nada comparado a recompensa que ele receberia no fim daquele dia, um presente que até mesmo em sonhos não deve ser cogitado por nenhum escravo.
Alguns minutos antes do horário de Raquel chegar em casa, Cristiano mais uma vez seguia o protocolo criado por sua dona, e ás dezesseis horas e trinta minutos em ponto, tomou banho, se depilou por completo, passou perfume e se colocou em frente a porta de seu apartamento despido, vestindo apenas a sua coleira, e a partir daquele momento aguardou de quatro, olhando fixamente para a porta, tudo que ele podia sentir naquele momento era uma imensa ansiedade, já que sabia que a chegada de Raquel estava próxima.
Entretanto, naquele dia a dona de Cristiano não pretendida sair do trabalho e ir direto para sua casa, resolveu acompanhar uma de suas melhores amigas ao shopping, pois aquela era uma despedia bem triste, já que a amiga de Raquel seria transferida para outra unidade da rede de lojas de móveis de luxo onde trabalha, e o contato entre elas seria reduzido drasticamente da noite para o dia, situação que ela não esperava acontecer tão cedo.
Continua...
